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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mamonas pra Sempre celebra a banda como um especial de TV... Saudades Mamonas'


Produzido durante o processo de pesquisa para um filme de ficção dos Mamonas Assassinas (ainda sem previsão de estreia), “Mamonas pra Sempre” confunde o âmago do modelo documental com reportagem televisiva – criando, assim, uma espécie de versão prolongada de um especial de TV sem grande refinamento estético.
Sem se prender a sensacionalismos sugeridos pelo trágico fim do grupo, o filme analisa o sucesso de Dinho, Samuel, Sérgio, Bento e Júlio pelos olhos do mercado: produtores, empresários, a luta pela audiência entre Globo e SBT a cada aparição do grupo e os milhões de discos vendidos em poucos meses. Tudo isso para entronizar o trabalho de anos antes, quando a banda se chamava Utopia.

O garimpo de imagens do arquivo pessoal das famílias ilustra a tão citada espera pela fama. Com elas, estão registradas as viagens do grupo já consagrado pelo Brasil, onde a alegria de ter um sonho realizado parecia interminável, montadas de forma que esqueçamos o que viria a acontecer.
O problema é que o longa dirigido por Cláudio Kanhs oferece poucas informações sobre a banda que fujam do conhecimento do público.

As curiosidades sobre o grupo ficam por conta dos pouquíssimos depoentes (a família de Bento, por exemplo, está ausente e o restante dos integrantes é representado por um familiar apenas – com exceção de Dinho, que tem ambições reveladas pelos pais e a insegurança pela ex-namorada, Valeria Zopello). Rick Bonadio, produtor e um dos empresários do grupo, é o menos burocrático para contar sua história ao lado dos Mamonas.
A escassez de pontos de vista impede que o filme se torne uma experiência de conhecimento e envolvimento com a banda. Porém, Kahns soube como celebrá-los como fenômeno musical. E é assim que nos lembramos deles, não é mesmo?

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