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domingo, 25 de setembro de 2011

De Repente Amor, Cápitulo 7




Capítulo 7

Bella,’s POV
Acordei com dores, de um sono sem sonhos.
Dores nos quadris, nos ombros, nas costas, nas pernas. Dores por dentro e por fora.
O sono me permitiu a falta de consciência por alguns segundos após eu ter acordado. Infelizmente, a consciência veio, e eu pude me lembrar da noite anterior.
Um rapaz bonito, inicialmente gentil. Um rapaz que pagou para ficar uma noite inteira comigo e que, ao final dela, me deixou em um estado deplorável.
Um rapaz que me violentou.
Toc. Toc. Toc.
- Bella! Está acordada?
Toc. Toc.
Eu não queria responder, e queria que Angela parasse de bater na porta. Sentia-me um lixo. Um nojo, um trapo humano.
- Bella! Já são 13h!
Toc. Toc. Toc.
Levantei-me devagar, tentando as posições de minhas pernas, tentando não sentir muita dor. Ajeitei o cabelo com os dedos e fui abrir a porta. Angela estava em pé, com uma bandeja nas mãos, trazendo um prato de cereal e suco de laranja.
- Perdi a hora, Angela. – Falei, sem vida.
Sua reação quase fez com que ela derrubasse a bandeja com todo seu conteúdo no chão. O copo deslizou um pouco, mas ela se apressou a mantê-lo onde estava.
- Bella… O que…?
Ah, sim. Eu. Eu era o motivo por sua reação de espanto, de incredulidade. Eu deveria estar por fora o mesmo trapo que estava por dentro. Cheia de marcas, cheia de resquícios de uma noite violenta e cruel.
Sem a menor curiosidade de me ver no espelho, apenas abaixei a cabeça.
- Um cliente. Um pouco entusiasmado.
- Bella… Eu sei o que é um cliente entusiasmado! Eu já te vi depois de clientes entusiasmados! Isso é diferente!
Caminhei de volta para a cama e me deitei, puxando o cobertor. Angela me seguiu, depositando a bandeja que segurava no criado mudo ao lado da cama e sentando-se nela, ficando perto de mim.
- Bella… O que aconteceu?
Sua voz, assim como ela, era gentil. Angela era a menina que eu mais gostava na casa. Ela se precupava genuinamente com todas nós. Era uma amiga muito agradável e doce, embora eu a conhecesse há pouco tempo.
Mas a doçura na sua voz, o que normalmente me acalmava e me fazia sentir melhor quando algo ruim acontecia, dessa vez provocou outra reação em mim. A doçura de sua voz despertou em mim o rancor e o desespero do que havia acontecido.
E então, sem mais nem menos, me pegando completamente desprevenida, a vontade de chorar veio como um tapa, e eu não pude me conter.
- Ele me pegou à força! – Falei alto, enquanto começava a soluçar com o rosto enfiado no travesseiro, como se pudesse esconder dela que chorava, um choro cheio de dor. Só dor.
- Bella… O que ele fez?
- Me obrigou a fazer… Me forçou a fazer o que eu não faço! O que eu nunca fiz! – Tentava controlar os soluços entre as palavras, mas a dor e a tristeza já tomavam conta de mim.
- Ah, não… – Ouvi Angela dizer, em uma voz fraca e triste. – Bells, eu… Ah, merda…
-  AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH! – Gritei um grito abafado pelo travesseiro, tentando conter a dor no peito.
- Calma, calma… – Deitou de lado na cama, me abraçou e beijou meus cabelos, tentando me acalmar. E se houvesse alguém que pudesse me acalmar numa situação daquelas, era Angela.
Não sei quanto tempo fiquei chorando ali. Angela continuava me abraçando, tentando conter meus soluços. Não era um choro normal, daqueles silenciosos. Era um choro que fazia perder o fôlego. Um choro forte, cheio de lamentações.
Lamentações não só pela noite anterior, mas por toda aquela vida. Toda aquela maldita vida que eu levava há tantos anos. Por ser o que era, por fazer o que fazia. Por, noite após noite, ser olhada de cima a baixo, não como um ser humano, mas como um objeto qualquer. Como qualquer merda na vitrine, exposta aos clientes que quisessem comprá-la depois de avaliar seus defeitos.
Finalmente, me acalmei.
- Bella… Vamos, eu vou te ajudar. Tome um banho, vai se sentir melhor. Se quiser ajuda, eu fico aqui.
- Brigada, Angela. – Foi tudo que consegui dizer.
Eu fui tomar um banho quente e, quando saí, Angela já havia trocado a roupa de cama. Os lençóis agora cheiravam a lavanda, e eu me sentia mais limpa, embora estivesse igualmente triste.
- Tome. – Ela disse, entrando no quarto novamente e me estendendo um comprimido e um pouco d’água. – É um analgésico, vai melhorar suas dores.
Assenti, com gratidão.
- Contei à Tanya o que aconteceu. Não se preocupe, ela não vai comentar com mais ninguém sobre isso. Ela permitiu que você tirasse essa noite de folga.
Aquilo fez com que eu me sentisse muito melhor. Saber que eu não ficaria com ninguém aquela noite era um presente, e eu ia me agarrar a ele com todas as forças que me restavam.
- Ah… Dei o cheque que estava em cima da escrivaninha para ela, caso você se pergunte onde ele está.
O cheque. O maldito dinheiro. Que se foda o maldito dinheiro.
Entreguei a ela o copo vazio, indo me deitar embaixo dos lençóis limpos.
- Seus lençóis estavam sujos de sangue. – Falou, me encarando com pena.
- Não reparei. – Falei, em uma voz fraca. Normalmente eu não era de falar muito, mas hoje, queria ficar muda.
- Precisamos dar um jeito nos seus machucados.
Durante boa parte da tarde, Angela ficou cuidando de mim. Levou meu almoço no quarto, já que eu me recusava a sair de lá e encontrar quem quer que fosse. Passou vários tipos de pomadas íntimas e pomadas para a pele em mim, no intuito de diminuir minhas dores. Colocou rodelas de batatas em meus olhos para melhorar o inchaço e deixou em meu quarto alguns tipos de base para pele, que disfarçariam a intensidade das marcas em meu corpo.
- Angela, você já fez muito por mim. Obrigada. Pode ir agora, já está quase anoitecendo.
- Me promete que vai ficar melhor, Bells. Você é muito mais bonita sorrindo.
Eu não tinha a menor vontade de sorrir. Mas Angela estava tentando ser gentil, eu tinha que ao menos fingir que já estava melhor.
- Brigada, Angela. Você me ajudou muito. Vou melhorar, não se preocupe. Fico te devendo uma enorme.
Ela sorriu pra mim e foi embora.
Eu estava sozinha naquele quarto, o que dava a total liberdade ao meu cérebro de pensar.
E eu não queria pensar.
Me enrolei nos cobertores e rezei para dormir. Felizmente, consegui, dado meu cansaço pela noite mal dormida.
…
Quando acordei, já havia certo barulho na casa. Olhei para o relógio que marcava 21h.
Naquele momento, dezenas de homens se divertiam no salão e nos quartos à minha volta. Eu estava alheia a tudo enquanto dormia, mas agora sabia que estava cercada daquela sujeira diária que me perseguia por tanto tempo.
Ainda sonolenta, levantei da cama, vesti um jeans qualquer, uma camisa branca, uma jaqueta e um tênis preto. Olhei-me rapidamente no espelho e vi uma Bella acabada, machucada por dentro e por fora. Tentando não sentir pena de mim mesma (talvez porque não merecesse), peguei um pouco da base que Angela havia me emprestado e espalhei descuidadamente no rosto. O resultado não foi ruim.
Peguei o livro que estava lendo e enfiei-o na bolsa, antes de sair do quarto para o corredor.
Espiei para os lados e vi que o corredor estava deserto. Ótimo, não queria ver ninguém mesmo.
Fui para a direita, rumo à saída dos fundos, onde eu não chamaria a atenção de ninguém.
Pouco tempo depois, já andava despreocupadamente pela rua, direcionando-me para o parque que ficava a dez minutos dali.
Chegando lá, sentei-me em um banco vazio embaixo de um poste de luz baixo. No meio do parque, um lago com chafariz dava a graça ao lugar. Olhei um pouco em volta e notei que ainda havia pessoas no parque, conversando ou apenas fazendo com que o tempo passasse, assim como eu. Duas senhoras tagarelavam a dez metros de mim, em outro banco. Um casal namorava timidamente no outro lado. À minha frente e de costas, um homem com cabelos desalinhados cor de bronze observava o chafariz apoiado na grade que cercava o lago.
Fiquei meditando por algum tempo.
Não havia como fugir do que havia acontecido. Eu teria que aceitar, e talvez nem fosse algo tão difícil. Afinal, eu era uma prostituta, quem sabe conseguiria lidar melhor com isso do que mulheres corretas.
O pensamento de que mulheres corretas e eu estávamos em categorias diferentes não era bom, mas era necessário. Eu precisava saber que não era uma mulher comum, que se casaria e formaria uma família, que teria filhos e netos. Eu não conseguiria isso. Simplesmente tinha que aceitar que a vida que escolhi não me traria esses benefícios.
Era melhor aceitar, porque sonhar com coisas desse tipo doía. Podia ser um sonho bom, um sonho prazeroso, mas ao final do sonho, a realidade vinha com uma força destruidora. Eu jamais seria uma mulher correta. Mesmo que parasse de me prostituir, eu jamais seria uma mulher amada.
Não seria uma mulher amada porque mulheres que estavam na minha categoria não podiam ser amadas.
Você não pode sonhar com isso. Eu pensava, num monólogo interno. Não pode sonhar em ter alguém, em pertencer a só um. Fitei as costas do homem à minha frente, ainda absorto na água do lago.
Não terá um marido. Ele não será carinhoso ou preocupado com você. Não será um homem alto e elegante, com cabelos cor de bronze perfeitamente desalinhados…
O homem que eu fitava em meus devaneios virou-se, aprontando-se para partir. Seu olhar passou através de mim, como se eu fosse invisível. Então foi embora, no silêncio que pairava sobre o parque.
Você é invisível. Aceite isso.
Esse fato sempre doeu. Mas, por algum motivo, ultimamente doía mais.
Olhei para o livro que trouxera comigo. “Orgulho e Preconceito”. Pisquei com força os olhos, tentando espalhar a umidade que me impedia de ver claramente.
- Malditos romances que me deixam sensível…
E como se não tivesse acabado de criticá-lo, abri o livro e comecei a ler.
…
Olhei para o relógio. 23:50h. Hora de voltar.
Encarei o parque, completamente vazio.
- Talvez você esteja brincando com a sorte, Bella. Muito tarde para uma dama. – Falei comigo mesma, baixinho, e me permiti rir com deboche da última palavra.
O ar do parque me fez bem. Ver novos rostos, vê-los alegres e casuais, me fez bem. Eu precisava de situações normais na minha vida. Eu sentia falta disso.
Sentia falta da minha vida antes de ser o que sou. Antigamente, eu tinha orgulho de mim. Um orgulho adolescente idiota, é verdade, mas que não deixava de ser alguma coisa. E mais, muito mais do que ter orgulho, eu não sentiavergonha da pessoa que era. Não precisava olhar para os outros como se estivesse fazendo algo extremamente errado e sujo.
Fui caminhando de volta para a Casa de Tanya. A essa hora, o ambiente era bem movimentado. Muitos homens. Muita diversão. Muito sexo.
Edward.
Lembrei dele, assim, sem nenhum motivo.
Ele era gentil comigo. Era diferente dos outros homens. Diferente de James.
Ele estaria lá? Estaria se divertindo com outra menina? Era provável.
Então senti uma pequena vontade em vê-lo. Talvez ele mostrasse compaixão comigo, vendo meu estado. Ele seria carinhoso. Seria gentil, e sorriria para mim com aquele sorriso.
- Pare de pensar asneiras, sua imbecil. – Me xinguei em voz alta.
Nem ele nem ninguém me veria essa noite, nesse estado.
Cheguei à rua da Casa a tempo de ver um Volvo prata se afastar, virando a esquina oposta.
Entrei pelos fundos, subi para o corredor e me tranquei em meu quarto.
…
Acordei no dia seguinte sabendo que seria diferente. Minha folga acabara, eu teria que voltar ao trabalho.
Esse pensamento me desanimou logo de manhã. Reuni forças para sair do quarto, rumo ao café da manhã no andar de baixo.
- Bella! – Angela me alcançou nas escadas. – Como você está?
- Estou melhor, Angela. Pronta para outra. – Pisquei, sorrindo falsamente.
Tomamos café juntamente com as outras meninas. Não conversei muito durante a refeição, mas isso não pareceu chamar a atenção de nenhuma das meninas, que continuavam tagarelando alegremente.
O resto do tempo, passei lendo, parando apenas para ir algumas vezes ao banheiro e almoçar. Depois voltava para a cama e continuava a leitura, abalada algumas vezes pela minha mania em não conseguir me concentrar e começar a pensar em terceiros.
- Concentre-se. Isso é a única coisa agradável que você terá hoje. Uma boa leitura. – Falei em voz alta para mim mesma.
A noite chegou, e eu consegui ficar mais desanimada do que de costume. Algumas meninas já haviam descido, então comecei a me arrumar.
Tomei um banho, escolhi as roupas mais discretas que pude, passei alguma base em meus machucados, disfarçando-os, e com o ânimo de quem vai de encontro à morte, desci.
Não demorou até que meu primeiro cliente me escolhesse. Um homem com seus quarenta anos de idade, apático.
Demonstrava ansiedade enquanto conversava comigo, tentando inutilmente estabelecer uma melhor conexão entre nós. Quando chegamos ao quarto, sua excitação pareceu esfriar ao ver meus machucados em evidência. É claro que aquilo era broxante.
Infelizmente, isso não foi o suficiente para fazê-lo desistir de mim.
O mesmo aconteceu com o segundo, terceiro e quarto clientes. Todos eles me olhavam com fome no salão, mas quando viam meu estado, ficavam desanimados.
Assim que notei que o quarto cliente já estava esgotado em minha cama, me levantei e, sem esperá-lo sair do quarto, fui tomar mais um banho, me limpar. Escovei os dentes e passei meu creme para hematomas, já que meu corpo estava completamente marcado pela noite anterior e pelos quatro homens que eu tive essa noite. Já estava exausta, queria dormir, mas ainda era meia-noite, o que significava que aquele dia de trabalho estava só começando.
Saí do banheiro e ele não estava mais lá. Ótimo.
Vesti uma blusa verde de mangas longas, uma calça jeans e uma sandália fechada. Tanya provavelmente me reprovaria pelo modo como me vesti, mas eu não me importava muito. Não queria que ninguém me visse, que ninguém mais notasse minha presença.
Sentei na cama por alguns minutos, olhando sem interesse para a porta fechada do meu quarto.
Eu não quero descer. - Pensei.
- Mas você precisa descer. – Falei em voz alta.
Mas eu… não quero.
– E desde quando o que você quer importa?
É verdade…
Fiquei encarando a porta mais alguns segundos. Estava triste e deprimida. Estava cansada e meu corpo ainda doía em quase todos os lugares.
- Vamos lá, Bella. – Falei, com uma falsa animação. – Quem sabe seu príncipe encantado não está esperando por você lá embaixo?
O tom de deboche em minhas palavras até me fez rir, um riso amargurado.
Suspirei, levantei-me da cama e desci mais uma vez para o salão.
…
Desci as escadas, enquanto observava o lugar. Quanto mais tarde, mais cheia a casa ficava. Aquela noite não era diferente.
E então, eu o vi.
No meio da multidão, destacava-se um homem alto, charmoso, com cabelos cor de bronze lindamente bagunçados. Estava apoiado no bar, bebendo uma dose de alguma coisa, olhando para o lado oposto ao que eu estava. Parecia pensar em muitas coisas ao mesmo tempo, nenhuma delas agradável.
Não sei explicar por quê, mas eu me peguei admirando aquele homem, parada alguns degraus acima na escada. Não o admirei apenas pela sua óbvia beleza, mas por todo seu conjunto. Sua postura, seu charme, a força que sua presença parecia exercer naquele lugar. Embora nenhum cliente o notasse, tinha certeza que todas as mulheres estavam cientes da presença daquele homem.
Pensei no fato de que não o via há muito tempo. E vê-lo naquele momento, a alguns metros de mim, me proporcionou uma repentina alegria. Eu poderia até sorrir.
Não queria aceitar, mas o fato é que eu estava eufórica por vê-lo. Porque aquele homem era, de alguma maneira, por algum motivo, mais importante do que todos os outros daquele lugar, mesmo que ele só me visse como mais uma das meninas da Casa de Tanya.
Olhei em volta e vi vários homens sozinhos. Alguns já me olhavam com interesse.
Não pensei duas vezes.
Desci os últimos degraus, seguindo em linha reta até Edward o mais rápido que pude, sem chamar muita atenção.
Cheguei ao bar, mas ele continuava absorto em seus pensamentos. Toquei seu ombro timidamente.
Ele se virou para mim e então, me analisou.
Analisou cada pequeno detalhe em mim, fazendo com que o silêncio entre nós se prolongasse.
Aquele homem, o único homem que parecia se importar um pouco comigo, com o meu estado, estava à minha frente, me observando em silêncio, com uma expressão de desagrado e confusão no rosto. O único homem que me tratou minimamente bem durante todos esses anos.
Por favor, me escolha. – Eu pensava, como se meus pensamentos pudessem persuadi-lo.
Preciso de alguém gentil… Por favor…
O silêncio começou a me incomodar, então eu falei.
- Eu estou livre…
Dei um passo a frente, e pude sentir seu perfume. Um perfume que eu não sentia há dois dias. Um perfume que, agora eu notava, me fazia falta.
Ele continuou me fitando, olhava muito para o meu pescoço. Devia estar distraído com algum problema pessoal, mas eu queria que ele me notasse. Queria que ele falasse comigo.
Queria que ele me escolhesse.
- Eu não tenho nenhum cliente agora. Estou livre, se você quiser ficar comigo. – Repeti, para o caso de não ter ouvido.
Por favor… Me escolha, por favor…
Finalmente, ele se pronunciou.
- Oi, Isabella. Está com receio de que alguém deste salão te escolha?
Estava. Eu estava com esse receio, precisava que ele me escolhesse antes que alguém o fizesse. Mas não era sóisso que me fazia ir até Edward e me oferecer como estava fazendo. Algo me atraía para ele. Um sentimento de proteção…
Talvez ele não quisesse ficar comigo. Talvez já estivesse com alguém, apenas esperando para subir e se divertir. Talvez já até tivesse se divertido.
Olhei em volta e, novamente, notei alguns homens me olhando.
Eu não queria ficar com aqueles homens. Não queria ficar com qualquer um…
- Não… É que eu pensei que você quisesse… Você já está de saída?
- Não, cheguei há quinze minutos. Estava esperando por você, já que estava ocupada.
Ele estava esperando por mim! Por mim!
- Ah, sim. Eu… não estou, agora. – Disse, finalmente, querendo apressar as coisas.
Ele ficou imóvel, olhando em meus olhos por alguns segundos, sem dizer nada. Por fim, falou.
- Ótimo. Cinco minutos?
- Cinco minutos. – Assenti.
Subi as escadas novamente, e embora eu não entendesse o que sentia ou o porquê, uma coisa era certa: Pela primeira vez em muito tempo eu me sentia, de certa forma, feliz.

De Repente Amor, Cápitulo 6


Capitulo 6
Edward’s POV
- Você me ouviu. Vai fazer as reuniões em meu lugar. Não estou com disposição para ir até aí.
- Senhor Cullen, eu sou apenas…
- Uma secretária, eu sei. Mas, no momento, eu estou te dando o poder de decidir tudo por mim. Nós dois sabemos que você toma conta dessa empresa muito melhor do que eu. Conseqüentemente, sabe melhor do que eu o que é bom ou ruim para os negócios.
- Mas senhor…
- Estou contando com você, Victoria. Sei que vai se sair bem.
Ela hesitou.
- Tudo bem. Vou fazer meu melhor.
- Obrigado.
E desligou.
Eram 10h da manhã, e eu ainda estava na cama.
Merda. Estava entrando em depressão de novo. Minha falta de ânimo tinha melhorado nos últimos dias, mas parecia voltar com força total.
Eu ficaria naquela cama o dia inteiro. Talvez ligasse a TV, quando cansasse de olhar para o teto. Talvez dormisse de novo. Não sei. Só sabia que não queria me levantar.
Infelizmente, a fome chegou a mim com mais rapidez do que eu pensava. Cozinhei alguma coisa com queijo e presunto e fui comer na cama, assistindo ao noticiário.
O dia foi incrivelmente monótono. Vazio. Duas, três, cinco horas se passavam sem que eu fizesse absolutamente nada.
Resolvi checar meus emails, para ler alguns contratos e adiantar um pouco do trabalho que me esperava amanhã.
Um dos emails era de Victoria. Dizia que as reuniões haviam corrido bem, e que grande parte dos problemas estavam se resolvendo.
- Santa Victoria. – Murmurei.
Li nove ou dez contratos, sem muito interesse, com a esperança que a noite chegasse. Mesmo sem interesse, perdi a noção do tempo, e a noite chegou. Quando dei por mim, já eram 23:30h.
E, como uma criança prestes a viajar para o Pólo Norte no Natal, eu me vesti para ir à Casa de Tanya.
…
Cheguei ao recinto, o ambiente um pouco mais lotado do que o normal. Claro, essa era a hora que mais clientes iam se divertir.
Caminhei pelo salão, procurando por Isabella. Ao invés disso, encontrei Tanya, próxima ao bar.
- Olá.
- Edward, querido! Onde esteve ontem? Por que não veio?
Eu havia ido, mas a única pessoa a me ver foi Vanessa. Como não queria dar muitas explicações, menti.
- Estava muito ocupado ontem.
- Fico feliz que não esteja hoje. Já escolheu sua acompanhante?
- Quero Isabella. Onde ela está?
- Oh, Isabella já está com um cliente.
- MAS QUE MERDA!
Tanya me olhou com curiosidade. Tentei me recompor, passando a mão nos cabelos.
- Também vai ficar a noite inteira com esse?
- Não, ela já deve estar descendo. Mais uns cinco ou dez minutos.
- Vou esperá-la então. E, Tanya, se tiver algum esquema de agendamento, me coloque como o próximo da fila para ela. – Pelo amor de Deus, que dificuldade era ficar com aquela garota!
- Ela é tão boa assim? – Perguntou, surpresa.
Não respondi. Pedi uma dose de whisky e bebi, sem prestar atenção em mais ninguém.
- Ah, ali está. O cliente dela já saiu do quarto.
Vi um homem de meia idade, grande. Metade forte, metade gordo, e um pouco suado. Tive realmente pena de Isabella.
O homem veio em nossa direção. Alcançando-nos, dirigiu-se à Tanya e falou, com uma voz animada.
- Minha cara, que maravilha você tem ali. A boquinha dessa é um paraíso. – E, olhando para mim, sorriu, já indo embora.
Não sei por quê, mas senti uma raiva quente borbulhando dentro de mim como leite fervendo. Raiva daquele homem, raiva do seu sorrisinho amarelo, raiva por saber que Isabella teve que aturá-lo.
- Mais um whisky. – Ordenei à menina do bar.
- Edward, daqui a pouco Isabella vai descer. Vou tomar conta dos outros clientes. Não sentirá minha falta, não é?
- Não, Tanya. Fique à vontade. – Disse, dando um gole na dose de bebida que acabava de ser posta na minha frente.
Então ela se afastou, me deixando sozinho no meio do salão.
Analisei silenciosamente os homens daquele ambiente. Isabella havia me dito que atendia a dez clientes por noite. Dez clientes do tipo do homem que acabara de sair? Ou dez clientes do meu tipo?
E por que eu achava que ele e eu éramos diferentes em algo? Nós dois pagávamos por sexo. Nós dois éramos patéticos e infelizes. Comíamos garotas de programa porque era fácil, porque o dinheiro ajudava. Porque fugíamos da vida medíocre que levávamos, sem amor, sem ninguém…
Senti uma mão fraca me tocar no ombro direito, e, virando-me, encontrei Isabella.
A primeira coisa que notei foram duas marcas em cada canto de sua boca. Duas marcas vermelhas, que chegavam até suas bochechas. Depois, reparei nas olheiras. Reparei também que ela tinha um corte em uma das maçãs do rosto. Embora o corte não fosse profundo, contrastava visivelmente com o tom de sua pele.
Seus cabelos, agora molhados do provável banho que tomou, estavam soltos, mas mesmo assim consegui ver muitas marcas em seu pescoço, em maior número e mais escuras que da última vez que eu a havia visto. Ela vestia uma blusa verde de manga até os pulsos, uma calça jeans e um sapato qualquer. Ainda assim, via marcas também nas costas de suas mãos, o que me fazia acreditar que havia muito mais por debaixo daquelas roupas.
Mas que merda é essa?
Pela primeira vez, Isabella falou antes de mim.
- Eu estou livre… – Ela deu um passo a frente, olhando em meus olhos.
Senti o conhecido cheiro de amêndoas misturado com shampoo e pasta de dente.
Continuava fitando seu pescoço, meus olhos iam daí para os cantos de sua boca. O que diabos havia acontecido com ela?
E me dei conta do que ela tinha acabado de dizer. Como assim “estou livre”? Ela estava se oferencendo para mim? Olhei em seus olhos de chocolate, ela me olhava com intensidade. Como se pedisse que eu a escolhesse.
- Eu não tenho nenhum cliente agora. Estou livre, se você quiser ficar comigo. – Repetiu.
Ela estava se oferecendo para mim. E cada palavra que ela pronunciava soava como um pedido. Seus olhos estavam tristes, mas esperançosos.
Até o modo como se oferecia era diferente do de uma puta. Lembrei de Vanessa e pude constatar a diferença gritante entre as duas.
Enfim, falei.
- Oi, Isabella. Está com receio de que alguém deste salão te escolha?
Ela olhou em volta, um pouco acuada.
- Não… É que eu pensei que você quisesse… Você já está de saída?
- Não, cheguei há quinze minutos. Estava esperando por você, já que estava ocupada.
- Ah, sim. – Pareceu quase aliviada. – Eu… não estou, agora.
Fitei-a por alguns segundos, sem dizer nada. Finalmente, falei.
- Ótimo. Cinco minutos?
- Cinco minutos. – E, dizendo isso, se afastou de mim, rumo as escadas que davam para o corredor com os quartos da Casa.

Rumores da Suposta Trilha Sonora de Amanhecer... sz'

As circulando rumores por toda Web, sobre a sonora trilha sonora de Amanhecer, e surgiu esta lista...
1. Too late – Muse

2. Love me like the world is ending – Ben Lee


3. Someone like you – Adele



4. Sister Rosetta – Noisettes

5. Line of danger – Linkin Park


6. Disease – Paramore


7. Cup half empty – Claire Leah


8. It will rain – Bruno Mars


9. Corner of the room – The Fray



10. Falling – Coldplay

11. Tumble weed – Foo Fighters


12. Up all night – Blink-182


13. I’m sorry – Anya Marina


15. In the dark – 100 Monkeys


16. Heartbeat – Eminem


17. Savve her – Carter Burwell


18. I go to sleep – Sia

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nick Jonas no Brasil... sz'

Nick não desaponta fãs / Orlando Oliveira/AgNews
Nick Jonas foi fotografado na tarde de hoje, deixando o hotel onde está hospedado, em São Paulo.
Mais uma vez, uma multidão de fãs se concentrou na porta do local para chegar mais pertinho do ídolo.
Simpático, o ex-integrante do Jonas Brothers acenou e sorriu para os seguidores antes de entrar no carro.
Nick se apresenta hoje na capital paulista e depois segue para apresentações no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

Avatar terá parque na Disney, Orlando...

A Walt Disney se uniu ao diretor do filme Avatar, James Cameron, e ao estúdio Fox Filmed Entertainment, do grupo News Corp., para reproduzir em seu parque de diversões em Orlando, na Flórida, uma seção baseada no longa-metragem, o filme com a maior renda da história, segundo a Reuters.
O novo parque deverá custar cerca de US$ 400 milhões (R$ 740 milhões),e sua construção poderá levar cerca de cinco anos.
Pelo acordo, a Disney terá direitos exclusivos da franquia Avatar em parques de diversão.
O novo parque começará a ser construído em 2013 e, provavelmente, as paisagens do Avatar deverão ser levadas pela Disney para outros parques da empresa no mundo.
“Nosso objetivo é ir além das fronteiras da inovação técnica e da experiência narrativa e dar aos visitantes do parque uma chance de ver, ouvir e tocar o mundo do Avatar, com uma sensação de realidade sem precedentes”, afirmou Cameron.
Em conferência com jornalistas na segunda-feira, Cameron afirmou que, quando iniciou as negociações com os designers da Disney, ele "rapidamente" percebeu que a visão deles ia muito além do que ele próprio havia imaginado. “E eu tenho uma imaginação muito boa”.

Estreia em Novembro nova temporada de Two anh a Half Men...



[ i ]
Ashton Kutcher estreia na nova temporada de Two and a Half Men.
 A assessoria da emissora de TV por assinatura Warner Channel anunciou nesta quarta-feira que a nova temporada da série Two and a Half Men começará a ser exibida no Brasil no dia 9 de novembro, às 19h. Esta temporada será a de estreia de Ashton Kutcher no elenco após a morte do personagem Charlie, antigamente interpretado pelo ator Charlie Sheen.
Nos Estados Unidos, o episódio de estreia foi um sucesso e teve 27 milhões de espectadores, recorde da série. Kutcher entra na história como Walden Schmidt, um bilionário da internet que levou um fora e tenta se matar no mar. Ele não consegue e vai parar na casa de Alan, logo após o funeral de Charlie, que morreu ao cair no trilho do trem na França. Alan recebe o sujeito e procura dar uma força, já que o rapaz está realmente muito mal. Além disso, a mãe de Charlie e Alan coloca a casa de seu filho morto à venda.

Novos Posters de Amanhecer... sz'




Obs: Lindaa sz'

Robert Pattinson vai lançar um CD?... sz'



Robert Pattinson
Rob quer gravar seu primeiro album. Após ganhar o mundo com A Saga Crepúsculo, Robert Pattinson agora quer abrir as portas musicais. Ele está em preparações finais para gravar seu primeiro disco solo. A música ,é a "primeira paixão do ator".
"Rob está criando algumas músicas novas, mas a agenda dele não permitia gravá-las”. “Agora ele tem umas semanas para colocar tudo em ordem antes de voltar ao trabalho e promover Amanhecer”.
O estúdio de gravação não é nenhuma novidade para Pattinson. O ator já registrou duas músicas:Never Think, parceria com seu amigo Sam Bradley, e Let Me Sign, ambas presentes na trilha sonora deCrepúsculo.
Quem espera que o primeiro CD do ator esteja repleto de músicas românticas pode ficar decepcionado. “O album será baseado em guitarras e bateria, um som muito orgânico, nada pop”.

Ainda no cinema, Pattinson esteve cotado para interpretar o cantor e guitarrista Jeff Buckley, atualmente alvo de duas produções em Hollywood. No entanto, o ator acabou perdendo o papel nos dois longas. Os papeis ficaram com Penn Badgley e Reeve Carney.
O próximo filme de Robert Pattinson a chegar às telas brasileiras é A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1. O longa, que irá mostrar o casamento de Edward (Pattinson) e Bella (Kristen Stewart), tem estreia prevista para 18 de novembro nos cinemas brasileiros.

Taylor Lautner diz que Kristen está sexy em Amanhecer... sz'

22


Taylor confessou que Kristen está “bem sexy” no novo filme da Saga Twilight.
O garoto de 19 anos interpreta o lobo Jacob Black na franquia popular ao lado de Kristen e Robert Pattinson. Taylor admitiu que ver a personagem de Kristen, Bella, como vampira foi uma visão para se guardar.
“[Bella é] muito sexy [como vampira]“, “Bem sexy, tenho que admitir”.
É claro que as fãs meninas ficaram muito encantadas em ver o ator despido da cintura pra cima em Amanhecer.
Ele confirma que os Twilighters não ficaram desapontados com o filme, o que inclui o fato do personagem principal passar por vários eventos de mudança na sua vida, como casamento e paternidade.
“Para ser honesto, eu fiquei espantado!”,  “Será muito excitante para os fãs verem este. Serão os mesmos personagens, mas de um ângulo completamente diferente.”